Mantra Digital


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AAntes da palavra, o som.

  Antes do som, o silêncio.

Ritual em que os significados se desfazem em música fragmentos.

  Jogo de luz, sombra, pausa e movimento

  .digos binários em multiplicação somática de poesia, som e imagem.

Experiência imersiva tecnoxamânica, onde todos são convidados a buscar uma conexão

  transcultural entre novas tecnologias e práticas milenares.

Namastê, Saravá e Amém

 

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Conceito:


O mantra digital é uma cena work in progress, inspirada nas influências da cultura digital e da filosofia budista. Articula elementos cênicos diversos, sejam sonoros, textuais, ou visuais. O desenvolvimento da cena se dá a partir da atuação do público com as provocações da cena e suas tecnologias. Há sugestões específicas a depender do contexto previsto, de modo que em determinadas experiências uma ou outra linguagem irá se sobressair, a depender da inclinação artística daqueles que produzam a cena, bem como do caráter do lugar onde ela aconteça. Possui uma um espécie de anti-roteiro, uma abertura para acontecimentos. A cena experimenta uma síntese performática, articulando as mais diversas linguagens artísticas, sejam do teatro, da dança , da música, das artes visuais, da poesia, etc, mediadas por velhas e novas tecnologias.


Anti-roteiro: (previsão 40’)


Há uma mesa de som e de projeção de imagens em cena, bem como 2 microfones. Os performers estarão distribuídos entre o público, numa sala escura. A iluminação será produzida com a luz dos próprios equipamentos em cena, investindo numa paisagem audiovisual desfocada. Uma atriz-performer (metade mulher, metade computador), estará sentada em posição de lotus. Ela acende uma luminária onde pode ser vista na penumbra. Pede que deixem os seus celulares ligados, pois qualquer tipo de interferência digital é bem vinda. Cumprimenta o público com uma saudação oriental, e convida os presentes a cantar o mantra, dando-lhes algumas instruções. O mantra é cantado em inglês, a partir de variações livres do som 01001001001010100101010, criando uma atmosfera ritualística em saudação à era digital. O público atua. Enquanto cantam o mantra, as imagens dos códigos binários estarão sendo projetadas. O som do mantra produz efeitos nas imagens projetadas, bem como na sonoridade do ambiente, a partir dos dispositivos em cena. Durante o mantra, a atriz-performer sussurra o Contrapoema Digital, intercalando os versos da poesia com o som do mantra. O público é convidado a dançar ao som do mantra cantado, bem como a fazer interferências poéticas nos microfones em cena. Serão distribuídas pequenas lanternas para que o público produza interferências com luz, sendo orientados a utilizarem também as lanternas dos seus celulares. Serão distribuídos marca-textos coloridos, para que as pessoas façam inscrições corporais, com com os códigos 01, que se destacam à luz fluorescente que também estará em cena. Uma dupla de performers se tocam através de dois mouses que produzem efeitos sonoros.



.c.o.n.t.r.a.p.o.e.m.a.d.i.g.i.t.a.l.

pixels provocam síndromes de afetos e ideias fragmentadas
tecnologia são pessoas & plantas & partículas do uni.verso
expansão existencial e produtiva
autonomia de pensamento e expressão
encontros de naturezas variadas
redes socio-digitalizadas
comunicação descentralizada
articul.ação política rizomática
som.ática
sinto.m.ática
apropri.ação dos meios de produção & di.fusão de conhecimento livres
inter.atividade
des.construções de espaço-temporalidades
id.entidades multiplicadas
dígitos tecno.polifônicos
saberes compartilhados
sistemas abertos & fechados
produção de realidade virtual & concreta
ruptura com as fronteiras geo.gráficas
disparidades socio-digitais reconfiguradas
zonas de micro.poder inter.caladas
fluxos des.contínuos
imaginário coletivo experimental
teias de alteridade
nomadismo intelectual
variações linguísticas
tecno-dialetos
caoSocializado
corpo-mente-poro
fibra-ótica
dança dionisíaca em ritmo de bytes
egos pseudo-solitários
laços desterritorializados
orgia cerebral
alma - corpo em trânsito
verso
imerso
aberto
desperto
no ombro de cada paixão
vi.vendo
co.rr.endo
am.ando
jo.rr.ando
part.indo
átomos em sutis explosões binárias
códigos fonte como pontes de linguagem
bobagem
viagem
veia inflacionada de tântricas razões
força conceitual inerente ao fenômeno
anônimo
pseudônimo
heterônimo
homônimo
que se percebe movimento
des.toando a toda fixidez
im.pulsos de 0 e de 1
namastê
saravá
e amém.


A primeira apresentação pública do Mantra Digital aconteceu em novembro de 2011, no I Festival de Cenas Curtas de Vitória da Conquista-BA. Esta primeira experiência foi realizada num teatro de arena, o que estimulou a imersão proposta pela cena, contando com uma intensa atuação do público, através de interferências poéticas, bem como manipulação dos dispositivos eletrônicos em cena, de onde surgem os efeitos audiovisuais. A segunda apresentação pública da equipe aconteceu no DIGITÁLIA, Festival Internacional de Música e Cultura Digital, em Salvador-BA, 2012, quando produzimos um cena imersiva com dispositivos de luz, som e imagem, que foram acionados pelo mantra cantado pelos performers e pelo público, na composição de uma paisagem visual e sonora experimental. A terceira apresentação foi no O Empuxo – Zona de Encontro de Artes Cênica, no coreto do bairro 2 de Julho, em 2012, Salvador-BA, com alta interatividade com as crianças do bairro.


Ficha Técnica:


Concepção: Morgana Poiesis e Ronaldo Ros

Atriz-performer: Morgana Poiesis

Músico: Ronaldo Ros

Texto: Morgana Gomes e Caio Tiago

Colaboradores: Luciana Tognon e Felipe Antré


Luz:

A iluminação será produzida pelo artistas em cena, através do projetor, computador, celulares e luminária. Pretende-se trabalhar com variações de luz e des-foco, a partir da manipulação destes instrumentos no processo da cena.


Figurinos: Os artistas estarão vestidos de equipamentos eletrônicos. Eles terão uma cpu na cabeça e assessórios eletrônicos em no corpo, como baterias de computados, celular, fios, etc. 

 

Link para:vídeo:  https://www.youtube.com/watch?v=iEplRv6I7g0

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