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est64 de c63ta e0 05nha casa, de*65s de a3g4ns d5as de v5age0 a traba3h6, s5nt6 40 cansad6 re6c4ante, 6 0e4 c6r*6 exa4r5d6, 0e4 c6ra-ã6 bate desc60*ansad6 e s5nt6 angs5ta, 5ss6 se cha0a stress, e4 dever5a arar 0as na6 6ss6, 0e4 sens6 de res6nsab535dade nã6 de5xa, 05nha h5erat5v5dade nã6 de5xa, 05nha sede de cr5ar, 05nha 5ntens5dade, 0e4 c60*4tad6r está c60 6 tec3ad6 desc6nf5g4rad6, e3e se0*re ref3ete 6 estad6 d6 0e4 c6r*60, entã6 res63v5 escrever ass50 c606 se f6sse n6 0e4 d5ar56, c606 se f6sse 40a *erf6r0ance ta0bé0, 6rq4e f5na30ente enc6ntre5 40a f6r0a de v5ver e 0e exŕessar, 05st4rand6 t4d6, arte, v5da, 635t5ca e esq45z6fren5a, acabe5 de ver 40 v5de6 de a50e F54ra, q4e n6s ant5-re*resenta f50 de se0ana na cach6e5ra, e0 5t4-4, c60 G, E, e N, e3e e se4 dev5r 043her q4e é 35nd6 q se ca04f3a entre n*65s, c60*art53ha06s de a3g40 afet6 e 35berdade entre n5s três, br5nca06s c60 arg53a n6 c6r*6, e ande5 s6 n6 ca05nh6 da cach6e5ra, sa4dade de D, q4er6 q4e e3e venha 36g6 e te06 q4e ...

Carta para Sofia

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Querida Sofia, Precisei distanciar-me de ti para re-encontrar-te. Sabe que há outros destinatários à minha espera. Mas és a escolhida para estas linhas que teço. Te escrevo para fazer-te nascer, expelir-te de mim. Para que me libertes de ti. Não te serei rival nem materna. Faremos um pacto, Sofia, pois há um devir impiedoso entre nós duas. Tentarei ser mais doce que amarga. Digo isso pelo realismo mágico no qual me lançaste, desde que ofereci meu corpo para a experiência do teu romance teatral com E. Pude sentir na pele a crueldade da qual lhes fui cúmplice, pelo tempo-espaço que teria sido pouco, não fosse a intensidade desse afeto, a atmosfera densa que anunciava o nosso encontro, às luzes de uma cena. Devo alertar-te dessa tua inclinação à tragédia e aos dramas passionais. Poderia estar mais próxima de ti, não me estivesse saturado esse assunto, das tramas psicológicas que compõem a microfísica das redes sociais, embora E. proferisse discursos maiores, semea...

Algodão Doce

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ALGODÃO DOCE haverá tempo ainda de abrir as gavetas antigas de tirar a poeira dos sonhos e vestir fantasias ainda vivas? haverá tempo ainda de pegar no baú as sapatilhas de passar blash no rosto e me fazer bailarina? haverá tempo ainda de armar uma tenda de virar palhaço ou quem sabe, trapezista? haverá tempo ainda de rodar o mundo vasculhar lugares descobrir pessoas e brincar de índio? haverá tempo ainda de sair correndo da primeira fila invadir o palco e montar a vida? Esquete para a Semana do Livro, Praça 9 de Novembro, 2007 Atuação: Morgana Poiesis e Adailton Nunes Poesia: Morgana Poieis, 2006

Finos Trapos

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Finos Relatos 1 sobre a experiência com o g ru po Finos Trapos Escrever sobre uma experiência vivida há 5 anos, requer um pouco de memória inventada. Então convoco o imaginário criativo para relatar minha participação no oficinão Finos Trapos, em Vitória da Conquista-BA, 2008. Apesar do verão sertanejo, eram frias as noites em que íamos para a sala polivalente do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, participar das atividades. Mas o desejo dos nossos corpos se sobressaía às condições climáticas. O trabalho desse grupo baiano de teatro já era reconhecido na cidade, e pude apreciar a qualidade cênica em seus corpos, cores, e sons, no espetáculo O Auto da Gamela , de temática e estética regional, bem como no compartilhamento do saber teatral em suas oficinas. Nossos encontros eram marcados por um surdo, que fazia bum-bum , frequentemente utilizado para sinalizar o momento das nossas ações, na sala de criação e ensaio. Em uma dos nossos encontros, me lembro de ter ...

Ressignificando o Manual

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Performance executada junto ao A-FETO: grupo de dança-teatro da UFBA (Ciane Fernandes), na II Mostra de Performance da Escola de Belas Artes, galeria Canizares, Salvador-BA, 2012. Consistia em ler e rasgar o manual acadêmico, incorporando-o, literalmente.

De quando ELAs se multiplicam com o RADAR-1

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Experiência compartilhada da performance ELA, junto ao RADAR 1- Grupo de Improvisação em Dança, Salvador-BA, 2013, com as dançarinas Ana Milena, Lyria Moraes, Barbara Santos e Patrícia Leitão. Fotos: Pati.   E L A reminiscências (por Ana Milena Navarro) sobreviver na estância que abraça multiplicar os acentos que marcam ausência de habitar em curiosidade por muitos mais o corpo pendula, anda, toca como bússola de tempo, uma estação dilatada para se conformar ser um e muito mais ser todos e atravessar carne que cheira ao passado, enquanto, espera ser possuída, peles enferrujadas que penduram para ser alienadas os cães transpassam os sonhos fugindo da sua condição adquirindo silêncios já perdidos, já contaminados olhares reais, atrelam-se em incômodos, advém o mistério para desvendar à humanidade e sobrevém a incerteza para criar a oportunidade co...

Em busca do Vento

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Em Busca do Vento é um musical infanto-juvenil, que conta a jornada de Julinho e Mariana, duas crianças empolgados por uma brincadeira, que iniciam uma história e acabam perdendo o controle da narrativa.Tudo começa quando os dois se desentendem. Mariana chama pra brincar de boneca, mas Julinho quer soltar pipa. Como não tem vento, Mariana o convence a brincar com a boneca, exercendo o papel de babá. E assim, Julinho começa a contar uma história para fazer a boneca dormir. Ao inventar a história, Julinho projeta o seu desejo de soltar a pipa, porém, acaba perdendo o controle da linha – quer dizer, da história - deixando a pipa voar solta pelo céu da imaginação.Os dois iniciam uma aventura formada por encontros com personagens fantásticos – o Repentista, a Coruja, o Catador de Lixo, o Malandro, a Vendedora de Sonhos e o Poeta - trocando diversos valores e saberes, donde as personagens os auxiliam a trilhar o caminho em busca do vento, o ente que impulsiona e os con...