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Mostrando postagens de maio, 2021

A Estética do Silêncio

Susan Sontag inicia o seu ensaio A Estética do Silêncio, no livro A vontade Radical (1987), afirmando que toda época precisa reinventar o seu próprio projeto de espiritualidade, do qual a Arte teria sido a metáfora mais ativa, na modernidade. A autora identifica uma série de crises e processos de desmistificação da Arte, desde a unificação de numerosas e díspares atividades artísticas nessa denominação genérica, até a mudança do seu entendimento como expressão da consciência humana, para uma concepção pós-psicológica, em que ela torna-se um antídoto à capacidade de auto-alienação da mente, na afirmação de si própria. A partir desse novo mito, a arte deveria tender à antiarte, à eliminação do tema, objeto ou imagem, à substituição da intenção pelo acaso e à busca do silêncio, o que implicaria em um apelo tácito ou aberto à abolição da própria arte. Essa opção pelo silêncio, que teria sido feita por artistas como Rimbaud, Duchamp, Apollinaire, Harpo Marx, Stein, Burroughs,...

PUBLICAÇÕES JORNALÍSTICAS - SITE AVOADOR

Sysyphus: documentário conquistense será lançado em festival internacional em Salvador Mulheres estão à frente de 60% dos projetos de extensão Conheça escritoras de Conquista que publicaram durante a pandemia Coordenação de Cultura da UESB exibe documentário sobre educação de gênero A UESB e o fomento À cultura por meio de projetos de extensão O que pode a performance no sertão   Literatura feminina no programa de rádio Maria Bonita A saga literária do mulherio   Carta para Marielle Franco   Carta para uma esquizofeminista   Preliminares  

FLOR DE SANGUE

  Flor de sangue era uma sambada de coco em dia santo onde o amarelo do amor resplandecia moças rodavam as suas saias coloridas dançavam todos aos batuques da alegria às palavras proferidas pelos mestres que cantavam toda a sua sabedoria eis que desceram a ladeira da vingança sob a colérica cegueira que vestiam homens rompendo a multidão inebriada atirando todo o ódio que traziam o pandeiro se calou à triste imagem a Mãe deixou o pranto pra mais tarde e ao chover também chorou uma filha sua o corpo ora tombado na calçada rodeado por espanto e desalento fora embora carregado em procissão nasceram órfãos do Brasil naquele dia e muito embora sufocada a poesia era uma flor de sangue no seu peito que gemia mas não, Carlos, não era o leiteiro que partia… Morgana Poiesis, Olinda-PE, 2009.