Epístolas Profanas são cartografias (Suely Rolnik, Roberta Romagnoli) elaboradas a partir de algumas pulsações que nos movem, a saber: as manifestações dos silêncios através de performances artísticas nas ruas; uma estética dos silêncios (Susan Sontag) construída na encruzilhada entre a arte, a filosofia e a antropologia contemporâneas; uma pesquisa performativa (Ciane Fernandes, Brad Haseman) cujo método implica na literatura epistolar como gênero de conhecimento. Partimos dos silenciamentos culturais das mulheres, dialogando com algumas pensadoras, como Djamila Ribeiro, Sueli Carneiro, Marcia Tiburi, Gloria Anzaldúa, Grada Kilomba, Chimamanda Adichie, Gayatri Spivak, Judith Butler, Simone de Beauvoir, Michelle Perrot, dentre outras, até as manifestações desses silêncios através de performances artísticas e culturais (Eni Orlandi, Richard Schechner, Paul Zumthor). Esta cartografia epistolar é uma composição de cartas trocadas com leitoras, artistas, professoras, ...